Os vestígios pré-históricos de ocupação da região são abundantes, como o demonstra a existência de um elevado número de antas, com destaque para a anta da Candeeira, de xisto mosqueado, próximo da Aldeia da Serra e a anta das Casas Novas, próximo do Freixo. Existência de um castro no Alto de S. Gens, templo a Vénus, que, segundo a lenda, foi visitado por D. Sebastião antes de partir para o Norte de África. Castro do Alto do Castelo, que terá sido uma capital, a qual teria umas muralhas com cerca de 1200 metros de comprimento e que se encontram presentemente semi-destruídas. Recinto ciclópio nas proximidades do Monte das Cortes. No Castelão, referência para as muralhas com cerca de 4 metros de largo, presentemente subterradas.
Esta serra outrora abundante em património natural e cultural, viu na década de 50 a sua paisagem ser bastante alterada. Uma plantação de eucaliptos ocupa hoje mais de 6000 hectares, transformando-a no maior eucaliptal contínuo de Portugal. No entanto muitos são os locais que escaparam a este novo desígnio.