É certo que estamos perante um concelho rural, onde a vinha, mas também o olival, o montado e os ovinos, intimamente ligados às agro-industrias a montante, representam muito do que é actualmente a sua actividade económica bem como, inevitavelmente, o que será o seu futuro.
Porém, nem só dos produtos agrícolas e da sua transformação vive a população de Redondo. Outras actividades, algumas mais antigas tais como a olaria, ou recentes como o turismo, assumem um papel importante no quotidiano redondense.
Como foi dito, o concelho de Redondo é um concelho marcadamente rural, quer pelas suas raízes históricas quer pelo seu enquadramento sócio-económico. Mas apesar disso, o concelho conta com inúmeras potencialidades turísticas que deixam progressivamente de o ser, isto é, o turismo começa a ocupar uma sólida posição enquanto actividade económica privilegiada.
Sector Primário
O concelho de Redondo apresenta três zonas distintas e bem definidas em temos agrícolas. A serra d’Ossa a Norte, caracterizada por um relevo acentuado e montados de sobro e azinho e ainda, algumas áreas de eucaliptos; em segundo lugar, a região de Redondo, entre a Serra d’Ossa e a bacia hidrográfica da Vigia, onde abundam a vinha e a oliveira; e, por último, a Região de Montoito, a Sul, caracterizada pelo regadio da Vigia e áreas cerealíferas, onde também se encontram práticas de pastoreio.
Assim sendo, trata-se de um território caracterizado por uma tendência para a monocultura (vinha), embora conte ainda com algumas manchas importantes de montado (sobro e azinho) e olival, bem como com uma área de regadio ligado ao perímetro de rega da barragem da Vigia.
O azeite é um produto de há muito conhecido pelas populações mediterrânicas, considerado essencial para a saúde e o regime alimentar. Em Portugal, a região do Azeite do Alentejo é uma das que apresenta um maior número de hectares de olival. Em Redondo, a área destinada à produção de azeite ocupa aproximadamente 44.324 hectares e 258.000 árvores, conforme as Declarações de Cultura do Parcelário Olivícola.
No que respeita à actividade vinícola, tem-se assistido nos últimos anos a um grande aumento da cultura da vinha e respectiva produção de vinho no concelho de Redondo. Esta sub-região, naturalmente limitada entre o maciço da Serra d’Ossa a Norte e a bacia hidrográfica da Vigia a Sul, constituída por solos graníticos e de xistos, utiliza principalmente as castas Periquita, Aragonez, Trincadeira e Moreto nos tintos e Roupeiro, Fernão Pires, Tamarez, Rabo de Ovelha e Manteúdo nos brancos.
A vinha e o vinho representam um dos maiores emblemas do concelho de Redondo, através dos quais é reconhecido em todo o território nacional, muito pela acção das suas principais adegas e das campanhas de marketing em eventos de todo o género.
Sector Secundário
No sector secundário, são as pequenas oficinas mecânicas e de instalação de equipamentos, as empresas de construção civil, instaladas em grande parte na Zona Industrial de Redondo. Todavia, este sector é fortemente determinado pela indústria agro-alimentar, concentrada parcialmente na freguesia de Montoito, no que concerne aos famosos enchidos de Montoito e aos saborosos queijos das Aldeias de Montoito (Denominação de Origem Protegida de Évora). A restante actividade agro-industrial está ligada ao vinho, concentrando-se sobretudo na freguesia de Redondo. Dotadas das mais sofisticadas tecnologias de recolha, armazenamento, distribuição e tratamento de vinho, as adegas do concelho assumem uma função vital na economia local, não só ao nível da criação e manutenção de postos de trabalho como também na circulação de capital e investimento. A fraca concentração de actividades industriais permite em contrapartida, que o concelho de Redondo continue uma terra virgem, ambientalmente sustentável e que proporcione aos seus moradores e visitantes, elevados padrões de qualidade e bem-estar.
Sector Terciário
Finalmente, no sector terciário, um dos maiores sectores empregadores é claramente o sector público (autarquias locais e serviços públicos afectos à Administração Central do Estado), apesar da forte ênfase do comércio e a restauração, frequentemente explorados no âmbito do universo familiar. Em todo o caso, o turismo constitui-se como uma actividade emergente, que deve ser seguida com particular atenção. A existência de hotéis, estabelecimentos de hospedagem e unidades de turismo rural, oferecem toda uma gama de serviços turísticos, cuja tónica se centra na qualidade dos equipamentos, atendimento e meio envolvente. Estas características tornam o concelho de Redondo um lugar bastante apetecível para diversos operadores turísticos, cujo perfil de clientes se enquadra perfeitamente na estratégia de turismo de qualidade.
Paralelamente e em complementaridade, o concelho dispõe ainda de diversas infraestruturas de apoio, como é o caso do Museu do Vinho, Enoteca, Biblioteca Municipal, Centro Lúdico, Museu do Barro, Ecomuseu e Centro Cultural.
Uma referência muito especial ao reconhecido Centro Oleiro de Redondo, cujas raízes remontam à monarquia. Neste concelho foi desenvolvida uma arte muito peculiar de moldar e decorar o barro, por nomes como a «Ti Isabel Garrocha» e os Mestres Álzaro Chalana e Ezequiel Campainhas, cujas peças eram posteriormente disseminadas um pouco por todo o país, carregadas pelos almocreves. Actualmente já não restam muitas olarias, sem embargo, continua a ser uma actividade preponderante, tal como o mobiliário pintado à mão, extraordinários cartões de visita do concelho.