09 janeiro 2017

Concelho de Redondo cantou os Reis

​Nos dias 5 e 6 de janeiro, o Concelho de Redondo celebrou o Dia de Reis.


As freguesias de Redondo e Montoito nos vínculos às suas tradições históricas e em conjunto com a população continuam a preservar esta identidade territorial no simbolismo histórico e cultural que a mesma encerra, no companheirismo e na amizade que os une.


No convite endereçado pelo Presidente do Municipio de Redondo, o Secretário de Estado da Cultura, Dr. Miguel Honrado, bem com a Diretora Regional de Cultura, Dra. Ana Paula Amendoeira, marcaram presença em Redondo na celebração desta efeméride.


As celebrações em Redondo tiveram início por volta das 21h30, na Praça da República, convidando todos os interessados a ouvir alguns dos mais emblemáticos cânticos tradicionais acompanhados pelos produtos regionais e bons vinhos que aqueceram a noite fria que se fazia sentir. O Cancioneiro Geral serviu de mote à participação dos Cantadores e das Cantadeiras de Redondo que são já presença habitual nesta ocasião.


Visivelmente agradado com a realização do evento, Miguel Honrado salientou o espirito de unidade demonstrado pela população em torno desta efeméride elogiando o entusiasmo e esforço das pessoas em torno de uma identidade. Por sua vez, António Recto destacou a participação das associações locais - Cantadores, Cantadeiras e Agrupamento de Escuteiros de Redondo – como os verdadeiros motores do evento, sublinhado os últimos como a garantia de vitalidade e continuidade desta tradição.


No dia 6 à tarde os séniores da Academia de Afetos visitaram o Agrupamento de Escolas, a Autarquia e o Lar da SCMR, levando os seus cantares e a sua generosa vitalidade. Cerca das 18:00h foi a vez de Montoito dar as boas-vindas a esta importante manifestação cultural, com início no Centro Ludico de Montoito o Cante aos Reis fez-se ouvir anunciando um périplo sem igual nos habituais percursos pelas casas, cafés e Associações desta freguesia, engrossando as suas hostes na proporção que as suas deslocações evoluíam no terreno, foram-se chamando as vozes em crescendo da população.


Estas crescentes participações organizadas e espontâneas são demonstrativas de que as questões identitárias que unem as populações são potenciadas pelo espirito de partilha e de amizade e, verdadeiramente, são estas manifestações o motor da salvaguarda e da preservação das heranças históricas pois é nelas que reside a solução que muitas vezes se procura com pergaminhos e honrarias em lugares tão distantes da origem.


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