Fragmentos da História Local: Redondo: uma viagem a 1836
Atualizado em 23/02/2026Os registos de há quase duzentos anos revelam que o centro da vida pública era a Praça. No edifício das Casas da Câmara concentravam-se as funções administrativas e judiciais, incluindo a cadeia e a habitação do carcereiro.
A saúde e a caridade eram asseguradas pelas Casas da Misericórdia e Hospital, dividiam-se por dois espaços distintos: um dedicado para celebração dos atos da Mesa da Confraria e, o outro destinado ao cuidado dos enfermos e à habitação dos enfermeiros. Enquanto o património religioso enfrentava mudanças: se o Convento dos Capuchos aguardava, vazio, por um arrendatário, o imponente Convento da Serra d’Ossa destacava-se pela sua conservação, sendo já então sugerido como o local ideal para uma escola de agricultura.
A sociedade era estruturada pela fé e pela educação, contando com párocos em todas as freguesias (Matriz, São Bento do Zambujal, São Miguel do Adaval, Santa Susana e Nossa Senhora do Monte Virgem) e professores de Gramática Latina e Primeiras Letras. Na economia, o destaque ia para a Fábrica de Saragoças. Mais do que uma empresa, era um motor comunitário: a produção de 1000 peças anuais não pertencia a um único dono, mas sim ao trabalho de quase toda a população da vila.
Em 1836, a vila de Redondo contava com apenas 793 habitantes (392 homens e 401 mulheres).

