Fragmentos da História Local: A aguardente
Atualizado em 26/01/2026A documentação municipal do século XVII, nomeadamente os livros de vereações, atesta uma intensa atividade comercial através de petições diárias para a venda de géneros alimentares como o pão, o vinho e o azeite. É neste contexto que surge, a 14 de janeiro de 1696, o primeiro registo documental relativo à comercialização de aguardente.
Em setembro de 1770, sob o governo do Marquês de Pombal, foi promulgado um alvará relativo às “agoas ardentes” com o intuito de fixar o preço das pipas (PT/CMRDD/A/002/ Lv011). Este documento serviu como documento preparatório para a criação do Subsídio Literário, imposto sobre o consumo de vinho, aguardente e vinagre, elaborado pelo Marquês de Pombal para fazer face às despesas com a reforma do ensino. Exemplo deste imposto, a imagem anexa que contém o nome dos coletados e o valor a pagar de coleta por vinho e aguardente. Uma vez que no ano indicado de 1817 não foi produzido vinagre. Resumiam-se a sete o número de produtores de aguardente, cujo volume de produção era significativamente inferior ao do setor do vinho.
No início do séc. XX, em resposta a questionário enviado pela Direção Geral dos Serviços Agrícolas (PT/CMRDD/C/A/001/004/Cx039) ficamos a saber que a produção de aguardente no concelho concentrava-se nas zonas de Redondo, Montoito e Adaval. E que o produto agrícola utilizado na produção desta aguardente era o bagaço de uva.
A produção de aguardente centrava-se em duas instalações, aguardente de 20° para consumo público sendo Évora o principal mercado de exportação.

