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A primeira referência histórica ao pelourinho surge na Vereação de 23 de março de 1766 “determinaram que se pusesse um pelourinho no terreno defronte dos Paços do Concelho”.
De acordo com o livro de arrematações de 1 de abril de 1766, o monumento deveria ter as medidas referidas no auto e a descrição mencionada “uma bola no cimo do pelourinho como a do pelourinho de vila viçosa (…) e toda esta obra feita de pedra mármore.” A obra ficou a cargo de José Mancios da Silva, morador na vila de Borba.
Mais tarde, o pelourinho foi retirado do local original “arrecadado nos depósitos dessa câmara (…) deve mandar elaborar desde já um projeto de reconstrução no seu primitivo local e submetê-lo à aprovação do Conselho Superior de Belas Artes” (9 abril 1934). Contudo, em dezembro de 1940, o monumento acabou por ser definitivamente instalado no Largo D. Dinis, onde ainda hoje se encontra.
Em 1926, o Golpe de Estado de 28 de maio pôs fim à I República. Este movimento militar instaurou a Ditadura Militar que, anos mais tarde, daria origem ao Estado Novo e à Constituição de 1933.
O primeiro governo da ditadura foi liderado por Mendes Cabeçadas, Gomes da Costa e Gama Ochôa (telegrama de 2 de junho de 1926).
Após uma rápida sucessão de poder nesse mesmo ano, o General Óscar Carmona assumiu a Presidência da República, onde permaneceu até 1951.
Naquela altura, o país vivia uma crise financeira profunda, marcada pelo desemprego, pela fome e por graves carências de higiene.
Face a esta situação, o General Carmona convidou António de Oliveira Salazar para Ministro das Finanças em 1928, um momento registado num documento de agradecimento enviado às Câmaras Municipais.
Um centenário marcante que transformou por completo o rumo político do país no século XX.
Em 1811 Redondo afirmava-se como um dos principais centros têxteis do Alentejo. Graças à abundância de lã e ao talento dos seus artesãos, a vila especializou-se no fabrico de panos, tornando esta indústria o verdadeiro motor da economia local. Não existia propriamente uma fábrica, mas inúmeras oficinas domésticas a trabalharem no processo da lã.
A 26 de outubro de 1816 uma Provisão da Real Junta dos Arsenais, Sua Majestade determinava que se baixasse o preço das saragoças a fim de se fardarem os soldados dos Batalhões de Caçadores do Exército. Em maio do ano seguinte procedeu-se à eleição do condutor dos panos para o Arsenal Real do Exército.
Na Porta da Ravessa, ainda hoje se podem ver as marcas incisas na pedra: a Vara e o Côvado. Eram as medidas padrão da Idade Média. Também os panos seriam medidos nestes padrões oficiais.
O declínio da indústria têxtil acentuou-se em meados do século XIX, quando a mecanização das fábricas na Covilhã e em Portalegre começou a dominar o mercado.
Este declínio já havia sido antecipado em 1816 por Luísa Joaquina dos Ramos; numa petição para a instalação de novas prensas, a qual destacava a enorme procura dos panos locais, que eram distribuídos por todo o reino, com forte presença em Lisboa, na Beira e em feiras de renome como a da Golegã, do Campo Grande e de São João, em Évora.
Originalmente celebrado a 1 de maio em honra da Senhora de Ao Pé da Cruz, padroeira desta vila, o feriado municipal de Redondo sofreu várias alterações ao longo do tempo.
A 20 de outubro de 1950, a Câmara Municipal deliberou alterar a data do feriado anual para 27 de abril. Este dia passaria a ser considerado uma festa tradicional em comemoração do foral outorgado à vila de Redondo por D. Dinis, a 27 de abril de 1318.
Contudo, a vontade popular acabou por ditar a data atual: a Segunda-feira de Páscoa. Esta escolha, oficializada pela Portaria de 21 de junho de 1975, resultou de um abaixo-assinado de centenas de munícipes que pretendiam oficializar o dia em que a população já interrompia espontaneamente a atividade agrícola, comercial e industrial para a romaria e o tradicional almoço de borrego junto à Ermida de Nossa Senhora da Piedade.
Com origens documentadas desde 1897, a festa de Nossa Senhora da Piedade une a devoção e o convívio, entre a peregrinação da vila à ermida e o tradicional arraial que ali se realiza.
Os registos de há quase duzentos anos revelam que o centro da vida pública era a Praça. No edifício das Casas da Câmara concentravam-se as funções administrativas e judiciais, incluindo a cadeia e a habitação do carcereiro.
A saúde e a caridade eram asseguradas pelas Casas da Misericórdia e Hospital, dividiam-se por dois espaços distintos: um dedicado para celebração dos atos da Mesa da Confraria e, o outro destinado ao cuidado dos enfermos e à habitação dos enfermeiros. Enquanto o património religioso enfrentava mudanças: se o Convento dos Capuchos aguardava, vazio, por um arrendatário, o imponente Convento da Serra d’Ossa destacava-se pela sua conservação, sendo já então sugerido como o local ideal para uma escola de agricultura.
A sociedade era estruturada pela fé e pela educação, contando com párocos em todas as freguesias (Matriz, São Bento do Zambujal, São Miguel do Adaval, Santa Susana e Nossa Senhora do Monte Virgem) e professores de Gramática Latina e Primeiras Letras. Na economia, o destaque ia para a Fábrica de Saragoças. Mais do que uma empresa, era um motor comunitário: a produção de 1000 peças anuais não pertencia a um único dono, mas sim ao trabalho de quase toda a população da vila.
Em 1836, a vila de Redondo contava com apenas 793 habitantes (392 homens e 401 mulheres).
A documentação municipal do século XVII, nomeadamente os livros de vereações, atesta uma intensa atividade comercial através de petições diárias para a venda de géneros alimentares como o pão, o vinho e o azeite. É neste contexto que surge, a 14 de janeiro de 1696, o primeiro registo documental relativo à comercialização de aguardente.
Em setembro de 1770, sob o governo do Marquês de Pombal, foi promulgado um alvará relativo às “agoas ardentes” com o intuito de fixar o preço das pipas (PT/CMRDD/A/002/ Lv011). Este documento serviu como documento preparatório para a criação do Subsídio Literário, imposto sobre o consumo de vinho, aguardente e vinagre, elaborado pelo Marquês de Pombal para fazer face às despesas com a reforma do ensino. Exemplo deste imposto, a imagem anexa que contém o nome dos coletados e o valor a pagar de coleta por vinho e aguardente. Uma vez que no ano indicado de 1817 não foi produzido vinagre. Resumiam-se a sete o número de produtores de aguardente, cujo volume de produção era significativamente inferior ao do setor do vinho.
No início do séc. XX, em resposta a questionário enviado pela Direção Geral dos Serviços Agrícolas (PT/CMRDD/C/A/001/004/Cx039) ficamos a saber que a produção de aguardente no concelho concentrava-se nas zonas de Redondo, Montoito e Adaval. E que o produto agrícola utilizado na produção desta aguardente era o bagaço de uva.
A produção de aguardente centrava-se em duas instalações, aguardente de 20° para consumo público sendo Évora o principal mercado de exportação.
Os jornais locais, respetivamente o Alma Nova e o Serra d’Ossa, entre 1927 a 1929 fazem referência ao Natal, como a festa da família.
Corria o ano de 1929 quando os cooperadores do jornal Alma Nova promoveram um bodo (distribuição de alimentos, roupa) aos pobres no festivo dia de Natal, uma prática de caridade. Curioso, contudo, normal para a época, um dos donativos foram 2 kilos de toucinho!
A Sociedade Harmonia e Progresso Redondense promovia dois bailes, pelo Natal e Ano Bom.
Na noite de 24 realizava-se a tradicional Missa do Galo.
E começavam no dia 24 de dezembro as férias do Natal em todas as escolas do ensino primário.
Os cartões de boas festas começam a surgir na correspondência recebida pela câmara municipal a partir de 1958 e com mais frequência nos anos 80 e 90, caindo depois em declínio.
Eram estas as tradições.
Cota- AMR/NA/010 e AMR/SO/105
Em 1907, Joaquim António Serêto Palôlo fundava a Filarmónica Montoitense que viria a constituir a atual sociedade na vila de Montoito.
Os estatutos foram aprovados em 1929. A sociedade tinha como finalidade “proporcionar aos sócios e suas famílias todas as recreações possíveis tais como: récitas, saraus literários ou musicais, bailes, jogos lícitos, promover excursões, conferências científicas ou educativas (…) terá a sociedade uma biblioteca, uma escola de música e um grupo dramático (Art.3.º, Capítulo I, Estatutos da Sociedade União Montoitense, 1971)
O aniversário da sociedade é festejado no dia 1 de dezembro, data marcada pela primeira atuação (1.º de dezembro 1907) e pela inauguração da sede construída com a dedicação e esforço financeiro dos sócios (1.º de dezembro 1935).
Cota- Fundo: Aliende
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